No olhar do amor
José Francisco da Silva Jr.
Era domingo, de tarde. Recebi um telefonema, meu amigo me chamou para ir em um evento cultural. Entusiasmei, é lógico. Como sempre, cheguei atrasado, mas não mais do que ele.
Lhe esperando, fito ela, a fito de longe, está sorrindo, está com seus amigos, ela está se divertindo. Ela me viu e nós nos vimos, ouve uma troca de olhares (pelo menos acho), vou até ela e nos cumprimentamos. Um abraço ela me deu, esse abraço em apenas segundos passou conforto, um querer mais, vontades e desejos diferentes. Sair e a fitei mais uma vez, ela sorriu para mim.
Meu amigo chegou, mas não pude lhe dar atenção. Minha atenção estava voltada apenas para ela, meu olhar era só dela. Meu olhar capitou todos seus movimentos, a hora que foi dançar, o momento que sorriu, o momento que dançou. Outra amiga chega e junta-se perto de mim e do meu amigo, mas meu olhar não sai daquela visão e nesse momento ela me viu, sorriu. Meu coração acelerou, quase explodiu de tanta emoção e felicidade, queria chegar perto dela e a envolver em meus braços e selar aquele momento com um beijo. Mas um beijo intenso e de desejo, que suprisse toda espera...mas não deu.
O forró voltou ao presente, meus amigos voltaram ao meu presente, agora estou vendo as pessoas em meu redor. Mas as lembranças continuam na memória e o desejo de encontrar-lá novamente também. Enfim, a noite continuou em momentos de risadas, alegrias e felicidade, pois a amizade selou o dia com chave de ouro.
E a deitar-me, penso, reflito, lembro, sonho em você!
(Foto: Paisagem no pôr do sol/Reprodução)
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